Início Castelo de Paiva Castelo de Paiva está estagnado e atrasado em relação aos concelhos vizinhos

Castelo de Paiva está estagnado e atrasado em relação aos concelhos vizinhos

A percepção dos habitantes é quase unânime: Castelo de Paiva está abandonada. Os serviços públicos não funcionam apropriadamente, e o desenvolvimento económico do concelho está aquém de seus vizinhos, como Penafiel, Marco de Canaveses, Cinfães e Arouca. Entrevistamos Henrique Damas, especialista do setor financeiro e habitante de Castelo de Paiva, que deu sua opinião sobre o tema ao jornal paivense.

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Quinta da Boavista, abandonada. Castelo de Paiva está estagnada.

O Jornal Digital Paivense, de forma imparcial, está disponível para ouvir todo e qualquer cidadão, apurar a história e avaliar sua relevância em prol de uma sociedade feliz e satisfeita com seu concelho.

Em um ano de existência, o jornal ouviu diversas críticas e reclamações de cidadãos sobre os serviços públicos oferecidos aos habitantes do concelho. Em sua maioria, queixam-se que concelho de Castelo de Paiva não acompanha o desenvolvimentos dos concelhos vizinhos, que a já não acompanha o ritmo de crescimento da região.

Por este motivo, consultamos Henrique Damas, que trabalha no sistema financeiro em um grande banco internacional, e opina como especialista. O sr. Damas é um habitante do concelho de Castelo de Paiva com experiência nas áreas de economia e finanças, e que é também uma figura muito popular na região, além de ter a experiência de trabalhar em um concelho vizinho, Marco de Canaveses.

Jornal Paivense: Como o senhor vê a situação do concelho de Castelo de Paiva, comparado aos demais concelhos vizinhos?

Henrique Damas, especialista do setor financeiro, opina ao Paivense sobre o desenvolvimento do concelho

Henrique Damas: Realmente, é com enorme tristeza que, sinto que Castelo de Paiva estagnou! Não tivemos o devido cuidado em preparar o Concelho para o crescimento económico, ao contrário dos nossos concelhos vizinhos. Deveríamos ter feito uma verdadeira aposta na área do Turismo, muita pro-atividade, criando assim condições para novos investidores que, automaticamente, se refletiriam em novos postos de trabalho, evitando, deste modo, a fuga diária de paivenses para outros concelhos.

Jornal Paivense: E a que deve-se este atraso?

Henrique Damas: Estivemos adormecidos. A falta de visão foi nítida. Já deveríamos estar inseridos na área metropolitana do Porto há muitos anos .Ainda existe muita gente que associa os Passadiços do Paiva a Castelo de Paiva. Passa muita população na nossa Terra e ainda não fomos capazes de criar uma estratégia bem delineada, para os acolher, dinamizando assim o comércio local. Precipitamo-nos na inauguração do percurso Viver Payva Douro, mas espero que recuperemos a nossa imagem com a obra finalizada e que este seja, também, um grande centro de crescimento, nesta área com muita história no nosso Concelho, Couto Mineiro. Nota-se claramente que na última década não existiu estratégia para os grandes desafios exigidos. Faltou muita pedalada.

Jornal Paivense: O que terá mudado nos últimos anos em relação a nossos vizinhos?

Henrique Damas: Recordo ainda que há alguns anos, Castelo de Paiva já foi reconhecido como um grande Centro do Vale Sousa, onde a população de Arouca, Cinfães, Penafiel e Marco de Canaveses tinham sempre o seu destino traçado, no fim de semana, para este “oásis de ternura”. Estes são apenas alguns exemplos da nossa realidade. Uma realidade que nos obrigará a trabalhar muito, mas muito mais que os nossos concelhos vizinhos se o pretendido for recuperar o tempo perdido.

Jornal Paivense: E quais seriam vossas propostas para reposicionar nosso concelho na rota do crescimento económico?

Henrique Damas: Precisamos de um Hotel no Centro de Castelo Paiva, com lotação mínima de 50 a 60 quartos. O Douro 41 é fantástico, inquestionavelmente belo, mas, muito sinceramente, temo que o destino diário dos turistas seja direccionado para os grandes centros urbanos. Imagino um enorme parque urbano na entrada de Castelo de Paiva, um espaço aberto, sem portas, onde uma parceria com a ADEP daria certamente uma nova vida a este património.É urgente recuperar a Quinta da Boavista, e, sem dúvida alguma, fazer desta o nosso verdadeiro cartão de visita.

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