Início Ciência Austrália investe 313 milhões na proteção da Grande Barreira de Coral

Austrália investe 313 milhões na proteção da Grande Barreira de Coral

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O ministro do Ambiente e da Energia da Austrália, Josh Frydenberg, anunciou este domingo um investimento de 500 milhões de dólares australianos – 313 milhões de euros – para proteger a Grande Barreira, o maior sistema de coral do mundo.

O Parque Marítimo da Grande Barreira passará a receber 6,3 milhões de euros anuais adicionais para “manter e paliar o trabalho essencial” na área declarada Património da Humanidade, acrescentou o governante.

“O Governo vai investir mais de 500 milhões de dólares australianos, o investimento maior alguma vez feito, para proteger os recifes e assegurar a sua viabilidade e a dos 64 mil postos de trabalho que dependem da Grande Barreira”, disse Frydenberg, citado pela EFE.

O ministro salientou estar a falar de “um amplo leque de iniciativas novas, tendo em conta os melhores conselhos dos especialistas, trabalhando de forma mais estreita com a autoridade do Parque Marítimo da Grande Barreira de Coral para garantir que o recife tem as melhores oportunidades de futuro”.

A Grande Barreira, que acolhe 400 tipos de colar, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, cria anualmente cerca de 4.000 milhões de euros às economias da Austrália e de Queensland.

O maior recife de coral do mundo começou a deteriorar-se na década de 1990 pelo duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento da sua acidez devido à maior presença de dióxido de carbono na atmosfera.

Em janeiro, o governo central anunciou um investimento do equivalente a 37,5 milhões de euros para aumentar o pessoal e os barcos que combatem a praga de estrelas-do-mar que comem os corais da Grande Barreira.

Este apoio oferecia também incentivos aos agricultores para a redução da contaminação gerada pela sua atividade e que confina com a área marítima onde se encontram os recifes.

A 19 de abril, um estudo revelou que a Grande Barreira de Coral sofreu um “colapso catastrófico”, que acusava um dos branqueamentos mais destrutivos.

De acordo com o estudo publicado então na revista científica Nature, um terço dos corais de superfície da Grande Barreira morreu em 2016, devido ao aumento das temperaturas.

Fonte: ZAP

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