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O asteróide que matou os dinossauros obrigou as aves a reaprender a voar

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(dr) Phillip M. Krzeminski

Há 66 milhões de anos, um meteorito atingiu a Terra e provocou a extinção dos dinossauros. No entanto, sabe-se agora que os lagartos gigantes não foram os únicos que sofreram durante o impacto.

Tanto tempo depois, a extinção dos dinossauros continua a intrigar a comunidade científica e, ao longo do tempo, tem sido alvo de muitos estudos. Um dos mais recentes tenta explicar a forma dramática como o cataclismo, que aconteceu há 66 milhões de anos, influenciou o tipo de aves que existem atualmente.

De acordo com a equipa liderada por Daniel Field, paleontólogo da Universidade de Bath, no Reino Unido, a destruição causada pelo meteorito que atingiu a Terra há milhões de anos afetou a evolução das aves.

No artigo científico, publicado esta quinta-feira na Current Biology, os cientistas responsáveis pelo estudo explicam que apenas as aves que viviam em terra sobreviveram às consequências do terrível impacto, ao contrário das espécies que vivam nas árvores.

Mas porquê? A explicação reside na destruição massiva das florestas em todo o mundo, resultante do impacto do meteorito, que levou a que essas aves ficassem sem habitat, explicam os autores do estudo, citados pelo Diário de Notícias.

Field refere ainda que “as histórias evolutivas de grandes grupos modernos, como pássaros, mamíferos e plantas com flores, foram influenciadas pela extinção em massa do final do período Cretáceo”.

Esta catástrofe não marcou apenas os dinossauros, como deixou também uma “assinatura indelével nas trajetórias evolutivas desses grupos”, disse o paleontólogo. Prova disso é o facto de podermos rastrear a catástrofe global 66 milhões de anos depois.

Os cientistas recolheram amostras de fósseis desse período na Nova Zelândia, Japão, Europa e América do Norte. As análises dessas amostras permitiram aos investigadores concluir a destruição das florestas no final do período Cretáceo e a extinção das aves que tinham como habitat as árvores.

Os especialistas afirmam também que os antepassados das aves que conhecemos hoje, e que têm como habitat as árvores, só começaram a voar até aos ramos quando as florestas renasceram após a catástrofe.

O estudo concluiu, assim, que os sobreviventes foram as aves que vivam no solo. “As análises mostraram que o passado ancestral de todos os pássaros que vivem hoje, e todas as linhagens de aves que atravessaram o Cretáceo, eram provavelmente terrestres“, resumiu o cientista.

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