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Mais de meio século após a última escavação, uma nova Pompeia fascina os arqueólogos

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(dr) Superintendência de Pompeia

Uma das paredes da Casa de Júpiter

Mais de meio séculos depois da última escavação, Pompeia volta a surpreender com novas descobertas. Os arqueólogos querem dar uma nova vida à antiga cidade romana.

Pompeia voltou a ser explorada no 270.º aniversário das primeiras escavações. Na antiga cidade romana, que fica a 22 quilómetros de Nápoles, em Itália, foram descobertos novos objetos, artefactos, moedas, inscrições e ainda vítimas da erupção vulcânica que enterrou a cidade no ano 79 antes de Cristo.

As mais recentes escavações estão atualmente a decorrer numa área de pouco mais de mil metros quadrados. Ao ABC, o arqueólogo Francesco Muscolini disse que tudo o que é encontrado em Pompeia é mantido num depósito, junto às escavações, para que, posteriormente, os objetos sejam classificados e analisados.

“Hoje tudo se faz com uma equipa articulada que alcança todas as profissões na restauração de uma casa: o diretor, os arquitetos, os gerentes operacionais (arqueólogos, engenheiros e restauradores) e também todos os profissionais que ajudam na parte da documentação (antropólogos, paleobotânicos e arqueólogos)”, explicou.

As novidades são muitas, mas há uma que desperta um interesse especial: a descoberta do “último fugitivo de Pompeia“, o esqueleto de um homem que ficou preso na cidade enquanto tentava escapar à destruição.

(dr) Superintendência de Pompeia

Casa de Júpiter em processo de restauração

Além disso, as escavações permitiram também descobrir um palácio, dedicado ao senado M. Nonio Balbo, um homem muito rico. Os arqueólogos dizem que é avassalador  comovente visitar os salões da “Casa de Júpiter”, assim denominada, que contém ornamentos muito antigos, “provavelmente cerca de 150 a 200 anos antes da erupção”.

O palácio ganhou o nome de “Casa de Júpiter” porque o deus principal da mitologia romana surge representado numa pintura, já com muita pouca cor por ter sido encontrada durante as escavações parciais, que foram feitas no século XIX, refere o Observador.

As escavações, que acontecem no setor “Região V” estão incluídas no Projeto Grande Pompeia, financiado em 105 milhões de euros pela União Europeia. Massimo Osanna, diretor do Parque Arqueológico, adianta que este projeto está a ser “autêntica revolução”, dado que veio a forma como as escavações são feitas e dar uma nova vida à antiga cidade romana.

“Antes, grande parte de Pompeia estava encerrada ao público, porque não era segura. Agora, demos a segurança necessária a cada muro, a todas as casas e isso permitiu abrir áreas que estavam totalmente interditas”, afirmou o responsável.

Agora, entrar em cada casa de Pompeia é como entrar num pequeno museu, que nos surpreende a cada passo. Em muitos casos, os objetos do depósito são recuperados e colocados novamente no seu lugar original, de modo a proporcionar aos visitantes uma experiência real, ao contrário do que acontece num museu.

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