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O vinho tinto pode protegê-lo contra o cancro do pulmão (principalmente se o inalar)

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epfl.ch / Flickr

As propriedades preventivas do composto químico resveratrol, encontrado na pele e nas sementes da uva, já tinham sido demonstradas para o trato digestivo. Agora, uma equipa de cientistas suíços descobriu que o componente presente no vinho tinto pode ter fortes poderes no combate ao cancro do pulmão se inalado.

Um estudo recente, levado a cabo por cientistas da Universidade de Genebra e publicado na Scientific Reports, revelou resultados muito positivos no uso de resveratrol inalado para combater o cancro de pulmão em cobaias.

“Observamos uma diminuição de 45% na carga tumoral por cobaia nos ratinhos tratados. Desenvolveram menos tumores e de menor tamanho que os ratos não tratados”, explica o investigador Muriel Cuendet, em comunicado. “O resveratrol poderia, portanto, desempenhar um papel preventivo contra o cancro de pulmão.”

Ao que parece, inalar este composto químico, presente na pele e nas sementes da uva, parece ser a chave para a prevenção do cancro do pulmão. Quando ingerido, o resveratrol é eliminado em poucos minutos, e, assim, incapaz de atingir os pulmões.

“O nosso maior desafio foi encontrar uma formulação na qual o resveratrol pudesse ser solubilizado em grandes quantidades, mesmo que fosse pouco solúvel em água, a fim de permitir a administração nasal“, disse o investigador Aymeric Monteillier.

Depois da experiência, a equipa concluiu que a concentração de resveratrol nos pulmões após a inalação foi 22 vezes maior do que quando administrada por via oral.

Num futuro próximo a equipa de cientistas da Universidade de Genebra irá concentrar-se em encontrar um biomarcador capaz de ajudar a identificar pessoas elegíveis para um tratamento preventivo com resveratrol.

Como é uma molécula bem conhecida e que pode ser facilmente encontrada em suplementos alimentares, nenhum outro estudo toxicológico seria necessário antes da comercialização, adiantaram.

“Infelizmente, esta descoberta é de pouco interesse económico para os grupos farmacêuticos. A molécula é, de facto, simples e não patenteável”, disse Cuendet.

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