Início Ciência Curiosity está de volta à exploração marciana (e tem um “cérebro” novo)

Curiosity está de volta à exploração marciana (e tem um “cérebro” novo)

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NASA/JPL-Caltech

Curiosity, a sonda marciana da NASA, percorreu cerca de 60 metros durante o fim de semana em direção ao Lago Orcadie, aumentando a sua odometria total para 20 quilómetros.

Com cerca de 900 quilos, o rover chegou à cratera Gale, em Marte, em agosto de 2012. Depois de percorrer o piso rico em sedimentos da cratera, a Curiosity alcançou o Monte Sharp, onde procurava vestígios do passado do Planeta Vermelho nas suas encostas.

Este foi o trajeto mais longo já realizado pelo rover desde que enfrentou um anomalia na memória no passado mês de setembro. Tal como relata a NASA, as operações da sonda foram no mês de outubro transferidas para uma memória externa – um computador de reserva apelidado de Side-A.

Volvidas mais de duas semanas de operações científicas, e agora recorrendo a este computador A, a missão marciana volta ao trabalho.

Os relatórios da agência espacial norte-americana revelam ainda que a equipa pretende definir um novo alvo exploratório ainda esta semana. Apesar de já estar funcional, a equipa de engenheiros da Curiosity continua a identificar uma a anomalia no computador Side-B (o computador principal com memória a longo prazo).

Como muitas das naves espaciais da NASA, a Curiosity foi projetada com dois computadores – neste caso, o computador Side-A e  o Side-B -, de forma a que as operações exploratórias possam ser continuadas mesmo que ocorra uma falha.

Depois de analisar várias opções, os engenheiros ordenaram que o rover mudasse do lado B para o A, o computador que o rover utilizou inicialmente após o pouso. Esta alteração vai permitir que a equipa faça um diagnóstico mais detalhado do problema técnico que está a impedir a memória principal do rover armazenar informação.

A Curiosity está funcional e recebe os comandos da equipa, mas continua a enviar dados limitados que são armazenados na memória a curto prazo.

“Neste momentos, estamos confiantes de que voltaremos às operações completas, mas ainda é cedo para dizermos em quanto tempo”, disse Steven Lee, um dos cientistas responsáveis pela sonda. “Estamos a operar a partir do Side A, mas pode levar algum tempo para perceber por completo a causa na raiz do problema e planear soluções alternativas para a memória no Side B”.

“É certamente possível executar a missão no computador Side-A, se for realmente necessário. Mas nosso plano é voltar para o Side B assim que pudermos, consertando o problema para que possamos utilizar a memória memória maior”, rematou.

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