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Homens apresentam mais traços autistas do que as mulheres

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Coisas materiais e sistemas de organização atraem os homens, enquanto as mulheres preferem pessoas e emoções. É esta a conclusão de um estudo recente que realça as diferenças entre os dois sexos.

A investigação, levada a cabo por uma equipa da Universidade de Cambridge, é a maior alguma vez realizada em torno do tema. Apesar de apresentar uma ideia já antiquada, o estudo vem confirmar que os homens são mais adeptos de coisas materiais e sistemas de organização, enquanto que as mulheres preferem pessoas e emoções.

Os investigadores analisaram mais de meio milhão de pessoas, incluindo cerca de 36 mil autistas, e realizaram testes aos participantes do estudo. Os resultados foram publicados esta segunda-feira na Proceedings of National Academy of Sciences.

No fundo, este mais recente estudo vem confirmar as teorias há muito discutidas na sociedade e que, muitas vezes, são tema central em debates sobre a igualdade de género. Com estas conclusões, os cientistas não pretende, contudo, abrir portas a estereótipos de género e discriminação.

A primeira conclusão é chamada de “teoria da diferenciação sexual baseada em empatia”. Segundo os resultados, as mulheres são, no geral, seres mais empáticos do que os homens. Por esse motivo, as mulheres têm capacidades mais evoluídas para reconhecer na outra pessoa o que está a sentir e, assim, responder de forma apropriada ao seu estado de espírito.

Por outro lado, adianta o Diário de Notícias, os homens são mais propensos a analisar ou a construir sistemas com base em regras.

Numa segunda abordagem, os autores da investigação realçam que estas diferenças entre sexos tendem a se reduzidas em pessoas autistas. De acordo os dados, em todas as medidas estudadas, quer homens quer mulheres tendem para traços masculinos, apresentando baixos níveis de empatia em comparação com a população geral.

Além disso, o estudo revelou que os homens apresentam mais traços autistas do que a generalidade das mulheres, e o mesmo acontece com as pessoas que trabalham em áreas como ciência, tecnologia, matemática e engenharia. Contrariamente, aqueles que estão empregados em áreas que não estas são consideradas pessoas mais empáticas, destaca o jornal.

Os cientistas destacam que estes resultados aplicam-se apenas às médias do grupo, podendo variar quando analisado individualmente, Por esse motivo, estas conclusões não devem contribuir para estereótipos de género. “Extrapolar as teorias além destas duas dimensões seria uma má interpretação”, escreveram.

Aliás, Varun Warrier, um dos autores do estudo, refere que as “diferenças entre os sexos na população típica são muito claras”. “Sabemos que as diferenças individuais em empatia e sistematização são em parte genéticas, em parte influenciadas pela nossa exposição hormonal pré-natal e em parte devido à experiência ambiental”, defende.

Além disso, aponta, é preciso “investigar até que ponto estas diferenças observadas entre os sexos se devem a cada um destes fatores e como interagem entre si”.

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