Início Ciência Chang’e-4 no Espaço. Chineses vão plantar batatas no lado oculto da Lua

Chang’e-4 no Espaço. Chineses vão plantar batatas no lado oculto da Lua

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billdavis6959 / Flickr

Sonda chinesa Chang’e 3

A China lançou hoje uma nave espacial para aterrar no lado menos explorado da Lua e leva consigo, entre outras coisas, sementes de batata para plantar.

Às 18h30 da tarde desta sexta-feira, 7 de dezembro, Pequim confirmou a notícia: a sonda não tripulada Chang’e-4 está mesmo a caminho do espaço, em direção à face oculta da Lua.

De acordo com a Administração Espacial Nacional da China, a missão Chang’e 4 realizará observação astronómica de rádio de baixa frequência, análise de relevo, deteção de composição mineral e da estrutura superficial da lua e medição de radiação de neutrões e de átomos neutros.

Com a sua missão Chang’e 4, a China espera ser o primeiro país a realizar uma aterragem com sucesso do lado oculto da Lua. Até agora, era tecnologicamente impossível chegar a este lado do astro, o lado que os terrestres nunca conseguem ver no seu satélite.

Agora, e se tudo correr como esperado, a sonda, batizada com o nome de uma deusa chinesa que habitava a Lua, deverá alunar nos primeiros dias de janeiro, adianta o jornal Diário de Notícias.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

Bo Wu, investigador da Universidade Politécnica de Hong Kong, explicou que “é uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura“.

A bordo da nave espacial estão sementes de batata para plantar e ovos de bicho-da-seda com o objetivo de estudar a sua evolução, que será gravada para ser controlada a partir da Terra. O objetivo é testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à microgravidade da superfície lunar.

Além disso, a sonda irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que disseminam após a morte de uma estrela.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão vai usar o satélite Quequiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho.

Pequim demonstra, desta forma, a sua crescente ambição espacial, para concorrer com a Rússia, a União Europeia e os Estados Unidos.

Se for bem-sucedida, a missão a bordo de um foguete Longa Marcha 3B impulsionará o programa espacial chinês para uma posição de liderança numa das áreas mais importantes da exploração lunar.

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

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