Início Ambiente Ratos e pombos estão a substituir espécies emblemáticas

Ratos e pombos estão a substituir espécies emblemáticas

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Animais como ratos e pombos estão a tomar o lugar de outros, como tigres, que apenas conseguem sobreviver em certos habitats. A agricultura e a construção está a favorecer as mesmas espécies em todos os lugares do mundo.

Uma equipa de investigadores analisou 20 mil animais e plantas em 81 países e descobriu que as espécies mais comuns da fauna e da flora tendem a aumentar em lugares modificados pelo Homem – quer sejam plantações florestais, terras agrícolas ou ambientes urbanos. Como consequência, as espécies geograficamente raras acabam por ser afetadas negativamente.

Tim Newbold, cientista da University College London (UCL), no Reino Unido, explicou que esta investigação serve para mostrar “que quando os humanos modificam habitats, estas espécies únicas são consistentemente perdidas e substituídas por espécies encontradas em todos os lugares, como pombos em cidades e ratos em áreas agrícolas“.

Andy Purvis, do Museu de História Natural de Londres e outro dos autores do estudo publicado recentemente na PLOS Biology, comparou as mudanças na biodiversidade com o que está a acontecer atualmente nas avenidas comerciais do Reino Unido: como os pequenos vendedores de rua estão a acabar com o negócio, as grandes lojas estão a ganhar terreno.

“Isto faz com que todas as cidades se pareçam iguais, acabando por ser mais difícil dizer onde estamos. Da mesma forma, as pessoas estão a afetar a natureza em todos os lugares que vão, e em toda a parte há espécies locais que estão a lutar diariamente para sobreviver”, explicou.

As descobertas deste novo estudo são muito importantes para os esforços de conservação da fauna e da flora, dado que as espécies que vivem apenas em pequenas áreas já correm um risco maior de extinção. Esta problemática só piora a situação.

Pesquisas anteriores mostraram que animais e plantas geograficamente raros também apresentam papéis distintos e importantes dentro do ecossistema, e podem ser vitais para a nossa segurança alimentar.

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