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Crónica: A harmonia e a reciprocidade são ‘a regra de ouro’ para uma sociedade sem violência

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As manchetes diárias não nos permitem esquecer do caos e da desordem que nos cercam. Violência é um assunto recorrente nos noticiários, e já tornou-se algo encarado com naturalidade pela maioria. Mas será que era mesmo pra ser assim?

A biologia e a ciência de um modo geral nos apontam para um caminho natural da harmonia, do controle da entropia; e basta olhar com um pouco mais de atenção para o exemplo do próprio planeta em que vivemos. O ecossistema, a biosfera terrestre, só existe porque os organismos vivos passaram a conviver entre si em relações harmonicas, balanceadas, equilibradas. Quando um grupo, um reino ou classe de organismos vivos começa a proliferar-se descontroladamente, de forma predatória, ao acaso e sem parâmetro, o que vemos é que todos se prejudicam, inclusive os não diretamente envolvidos.

A explicação de Aristóteles, conhecido pensador da Grécia antiga, aponta para o fato de haver na natureza humana uma tendência e necessidade de viver em sociedade e que ao realizar esta inclinação o homem realiza o seu próprio bem. Quer dizer, se vivemos em sociedade é porque esta é a finalidade do ser humano. Isso é tão próprio do homem quanto é próprio da semente de pessegueiro tornar-se uma árvore e produzir pêssegos.

Logo, é preciso aprender a viver em sociedade. Pessoas que cometem roubo e assassinatos, sabem as consequências disso, tanto do ponto vista legal como humano, e que mais cedo ou mais tarde, podem acabam pagando pelos seus delitos: causa e consequência.

No entanto, vivemos tempos difíceis, da perda da consciência sobre nós mesmos, sobre nossa essência, em o processo chamado de degradação da consciência. Inconsequentes e degradados, acreditamos que somos livres, no sentido de desconexão do conceito de coexistência, e assim, além da perda da consciência, perdemos qualidade de vida emocional e relacional.

O filósofo Fabiano de Abreu, autor do livro “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, e um estudioso do comportamento humano, opina sobre essa questão: ”sabemos os possíveis riscos e consequências das nossas atitudes, assim como sabemos que a harmonia é o prazer em meio a um mundo conturbado. Por isso, antes de tomar uma atitude que coloque em risco a sua harmonia, pense que atitudes impulsivas tem consequências e que tais atitudes podem desarmonizar a sua paz. Por que então não escolher pela harmonia, pela vida livre, pela paz, pelo ar, pelo respirar?”.

Para os especialistas, essa é a regra de ouro da existência: harmonia. A natureza, o Universo e o corpo humano estão em constante ebulição, mas ainda assim, em equilíbrio. Portanto, não há outra saída. Temos de alcançar o equilíbrio em meio às inúmeras tarefas cotidianas. E já que a roda da vida está sempre em movimento, cabe a cada uma de nós marcar o próprio compasso.

Hebert Neri


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