Início Economia “Não seria tão corajoso” para prever que as ajudas ao Novo Banco...

“Não seria tão corajoso” para prever que as ajudas ao Novo Banco acabam este ano

COMPARTILHAR

Embora admita que a estabilização do setor financeiro está próxima, Mário Centeno rejeita prometer que 2018 será o último ano em que o Estado será chamado a ajudar o Novo Banco.

Mário Centeno deseja que sim. No entanto, admite que não é corajoso o suficiente para fazer a previsão de que 2018 será o último ano em que o Estado será chamado a ajudar o o banco que nasceu da resolução do Banco Espírito Santo (BES).

Em entrevista à TSF, o ministro das Finanças começa por dizer que os 450 milhões de euros, um empréstimo do Estado a uma entidade da administração pública, que é o fundo de resolução (que detém 25% do Novo Banco), não têm “per si impacto no défice“.

“O impacto que a eventual recapitalização, porque ainda não está decidido o valor exato, atingirá é de 792 milhões de euros. Esse é que vai ser o impacto no défice da intervenção do Fundo de Resolução no Novo Banco. Os 450 milhões de euros são um empréstimo do Estado a uma entidade da administração pública”, não tendo impacto no défice, garante.

Em causa está uma injeção de 791,7 milhões de euros que o Fundo de Resolução será obrigado a fazer no capital do Novo Banco, explica o Eco, de modo a compensar as imparidades superiores a dois milhões registadas no final de 2017 e elevar o rácio de capital do banco para 12,8%.

A injeção é feita no âmbito do Mecanismo de Capital Contingente, criado no ato da venda ao Lone Star. Um mecanismo que é gerido pelo Fundo de Resolução e que poderá voltar a ser acionado caso o Novo Banco continue a registar grandes perdas.

Dos 791,7 milhões, 450 milhões provêm de um empréstimo do Estado. Os restantes 340 milhões são resultado das contribuições que os bancos pagam ao Fundo de Resolução.

O ministro das Finanças admite que o empréstimo de 450 milhões não tem impacto no défice, já que é “um empréstimo a uma entidade da administração pública. A injeção de 791,7 milhões é que “é o real impacto” e, a ser realizada, “é uma medida temporária, não conta para o ajustamento estrutural”.

Porém, Mário Centeno admite que, “se retirarmos essa medida, o défice só por si ficaria, de facto, inferior”.

Ainda assim, independentemente de qualquer que seja o impacto este ano, o ministro das Finanças rejeita garantir que 2018 será o último ano em que o Estado será chamado a ajudar o Novo Banco.

“A verdade é que estamos muito mais próximos de uma completa estabilização” do setor financeiro. No entanto, ressalva, “eu não seria tão corajoso para fazer a previsão de que isso terminasse já em 2018″.

Mas, “pela natureza do próprio mecanismo contingente do Novo Banco e pela melhoria de resultados que todos esperamos que venham a ser partilhados por todos os bancos”, Centeno crê “que estejamos a dar passos largos nessa direção”.

Sobre a auditoria pedida pelo Governo à consultora EY, para que analisasse a gestão que foi feita na Caixa Geral de Depósitos desde 2000, Mário Centeno adianta que deverá estar concluída no final deste mês. Porém, “essa auditoria permanecerá dentro do sigilo a que elas devem ser mantidas, enquanto as entidades responsáveis assim o considerem”.

Fonte: ZAP

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

two × 2 =