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Comissão diz que Portugal vai criar muito emprego, mas com salários abaixo da média

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A economia portuguesa deve conseguir registar uma “forte criação de emprego” em segmentos em que os salários estão abaixo da média nacional.

No estudo da primavera sobre as economias europeias, a Comissão Europeia (CE) afirma que a economia portuguesa vai continuar a ser uma economia relativamente barata do ponto de vista da mão-de-obra. assim, a economia deverá conseguir registar nos próximos anos uma “forte criação de emprego” em segmentos em que os salários estão abaixo da média nacional.

“A folga ainda existente no mercado de trabalho está a diminuir rapidamente e a projeção é de que os salários cresçam gradualmente ao longo do período desta previsão, até 2019, juntamente com o descongelamento das progressões nas carreiras do setor público”, refere a Comissão Europeia.

Ainda assim, a CE destaca que “é provável que o aumento do salário médio da economia como um todo seja parcialmente compensado por uma forte criação de emprego em atividades com salários abaixo da média”.

Esta realidade foi assumida pelo Governo, no primeiro debate quinzenal deste ano. Segundo o Jornal de Negócios, António Costa afirmou que “o grande desígnio para 2018 é termos melhor emprego”, ou seja, “um emprego digno, um salário justo e a oportunidade de cada um se realizar”.

As previsões apontam, então, que o desemprego continuará a descer. “Após uma melhoria substancial em 2017, espera-se que os indicadores do mercado de trabalho mantenham uma evolução positiva, embora a um ritmo lento.”

“Prevê-se que o desemprego diminua de 9% [da população ativa] em 2017 para 7,7% em 2018 e 6,8% em 2019, num ambiente de crescimento adicional do emprego e de uma maior taxa de atividade”, aponta a CE, citada pelo Diário de Notícias.

O desemprego em Portugal “já está abaixo dos níveis em que estava antes da crise financeira global de 2008, mas ainda está acima do seu mínimo histórico de 5,1% em 2000”, o que significa que ainda há muito para melhorar, desde que haja investimento e rédea curta nos salários.

Embora a um ritmo cada vez mais fraco, isto permitirá à economia portuguesa criar mais emprego. Depois da expansão de 3,3% de 2017, Bruxelas estima que a economia adicione mais 2,1% de empregos neste ano e outros 1,3% em 2019.

Quanto a este indicador, o Governo é mais conservador, já que aponta para uma expansão de 1,9% no número de postos de trabalho em 2018, 1,1% em 2019 e 0,9% no ano seguinte.

Fonte: ZAP

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