Início Economia Défice sobe 165 milhões até abril. Cativações ultrapassaram os 600 milhões

Défice sobe 165 milhões até abril. Cativações ultrapassaram os 600 milhões

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Miguel A. Lopes / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno

Durante o mesmo período em que o défice subiu, o excedente primário aumentou 418 milhões de euros em relação a abril do ano passado. As cativações ultrapassaram 600 milhões de euros no primeiro trimestre.

O défice orçamental em contas públicas totalizou 2.022 milhões de euros até abril, mais 165 milhões de euros, devido a um crescimento da despesa superior ao da receita, divulgou o Ministério das Finanças esta sexta-feira.

Num comunicado que antecede a publicação, pela Direção-Geral de Orçamento (DGO), da síntese de execução orçamental até abril, o Ministério das Finanças afirma que o défice das Administrações Públicas aumentou 165 milhões de euros em termos homólogos, totalizando 2.022 milhões de euros.

“Esta evolução é explicada por um crescimento da despesa (4,1%) superior ao da receita (3,8%)”, explica a tutela.

O ministério liderado por Mário Centeno assegura que “quando corrigidos os fatores especiais que influenciam a execução, mas que não afetam o défice anual em contas nacionais, esta evolução está em linha com a melhoria prevista do défice em contas nacionais inscrita no Orçamento do Estado 2018 (OE2018)”.

No mesmo período, o excedente primário (que exclui os encargos com a dívida pública) ascendeu a 1.474 milhões de euros, tendo aumentado 418 milhões de euros relativamente a abril de 2017.

O Ministério das Finanças congelou 611,5 milhões de euros em despesa com projetos e com a aquisição de bens e serviços da Administração Central e Segurança Social no primeiro trimestre.

No comunicado, o Ministério das Finanças afirma que em março “os cativos incidentes sobre o orçamento de despesa com aquisição de bens e serviços e projetos ascendiam a 611,5 milhões de euros, representando 0,7% do orçamento de despesa da Administração Central e Segurança Social”.

Segundo as Finanças, os montantes que ficaram congelados no primeiro trimestre são “inferiores em 377 milhões de euros face ao período homólogo, em termos comparáveis”. O ministério assegura que, “tal como em anos anteriores não estão sujeitos a cativos os orçamentos do Serviço Nacional de Saúde, escolas e instituições de ensino superior”.

Fonte: ZAP

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