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Japão matou 122 baleias grávidas “em nome da ciência”

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O Japão matou 333 baleias-anãs, das quais 122 estavam grávidas, no verão do ano passado, alegando que o precisa de fazer para investigação científica destes cetáceos.

Segundo o Live Science, 333 baleias-anãs foram mortas durante a caçada anual levada a cabo pelo Japão na Antártida no verão do ano passado. Além disso, 122 dessas baleias estavam grávidas.

A expedição, alegadamente realizada para “investigação científica”, também resultou na morte de 114 baleias que ainda não tinham atingido a maturidade, de acordo com o relatório divulgado pela International Whaling Commission.

O documento relata que os investigadores queriam recolher dados sobre a idade, tamanho e conteúdo estomacal destas baleias que vivem nos mares entre a Austrália e a Antártida.  Para isso, utilizaram arpões explosivos, um método controverso que resulta quase sempre na morte instantânea destes animais.

Os investigadores alegam que este assassinato se faz “em nome da ciência”, porém, de acordo com o Sydney Morning Herald, a verdade é que o país permite a venda de carne de baleia em mercados e restaurantes e planeia reviver a sua indústria baleeira comercial.

Este potencial de lucro, juntamente com imagens recentes de embarcações japonesas a matarem estes animais num santuário australiano de baleias, provocaram a condenação internacional das brutais práticas de caça do Japão.

“O último relatório que mostra o assassinato de 333 baleias-anãs é uma triste acusação da caça às baleias no Japão”, afirma Alexia Wellbelove, da associação ambientalista da Humane Society International, citada pelo mesmo jornal.

“É mais uma demonstração, se necessário, da natureza verdadeiramente macabra e desnecessária das operações baleeiras, especialmente quando as pesquisas não letais já mostraram ser suficientes para as necessidades científicas”, acrescenta.

Em 2014, o Tribunal Internacional de Justiça considerou que o abate anual de baleias japonês era ilegal. No entanto, em vez de suspender o programa, o país retirou o seu reconhecimento do tribunal como árbitro das disputas baleeiras e voltou a caçar em 2015.

De acordo com o Sydney Morning Herald, o Japão planeia caçar mais quatro mil baleias nos próximos 12 anos.

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