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Moradores de Alfena querem acabar com pórtico “injusto e discriminador” na A41

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Moradores de Alfena, no concelho de Valongo, reúnem-se na sexta-feira para “definir estratégias que conduzam ao fim de um pórtico de portagem” na autoestrada A41, que consideram “injusto e discriminador”, indicou hoje o porta-voz do movimento promotor da iniciativa.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Oliveira, do Movimento “Sentir Alfena”, explicou que este grupo cívico foi criado em janeiro nas redes sociais para “agitar a população para questões que a política não está a resolver”, entre as quais a questão das portagens ou arranjos de arruamentos.

“A eliminação da portagem entre Alfena e Maia (pórtico na A41) é uma das mais relevantes. É injusto. Pagamos 20 cêntimos para aceder à A3, para aceder ao Porto, à nossa capital de distrito, para aceder aos postos de trabalho, enquanto a população da Maia não paga nada. É uma discriminação”, disse o porta-voz.

Em causa está um pórtico que já gerou muita polémica e mesmo a entrega de cartas por parte de responsáveis camarários a diferentes governos.

Para o Movimento “Sentir Alfena”, que segundo Ricardo Oliveira junta perto de meio milhar de pessoas, as alternativas de acesso “não são válidas por questões de segurança ou de fluxo de tráfego”.

“O acesso pela A4 está fora de questão porque quem acede por Valongo ou Ermesinde entope a via. Eles também já estão desesperados. E na A41 temos carros de concelhos vizinhos, como Santo Tirso e Paços de Ferreira, a tentar fugir ao trânsito. A estrada nacional, essa então não é mesmo solução”, disse o responsável.

A estrada nacional citada é a 105, uma artéria que atravessa o concelho de Valongo e que o movimento considera estar “degradada e constituir um perigo”.

“Não é uma alternativa. É uma via estruturante que atravessa o concelho, mas não tem travessias para peões suficientes e ali existem escolas e unidades fabris, logo muito fluxo de pessoas a atravessar para apanhar autocarro, por exemplo. Há ausência de passeios para cadeiras de rodas e a estrada permite excessos de velocidade. É muito perigosa”, descreveu Ricardo Oliveira.

Neste sentido, o Movimento “Sentir Alfena” associou-se a uma iniciativa lançada por moradores de Alfena sobre a estrada 105 e está a apoiar a distribuição de um abaixo-assinado dirigido à câmara, documento que relata os problemas da artéria citada e pede que a autarquia “exerça pressão junto das entidades competentes”.

Entre outras reivindicações, são pedidos semáforos de controlo de velocidade e a recuperação da estrada.

Na sexta-feira, pelas 21:15, na Casa das Associações, o “Sentir Alfena” promove um debate para o qual, como contou à Lusa o porta-voz, dirigiu convites a diversos autarcas, nomeadamente ao presidente da câmara de Valongo.

Auto descrito como “movimento cívico em prol da emancipação da cidade de Alfena”, o grupo conta promover depois outros debates sobre temas como a reestruturação das linhas da STCP ou a construção do nó do Lombelho na A41.

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