Início Economia “Vejo uma tempestade a formar-se nos céus”. FMI antecipa nova crise

“Vejo uma tempestade a formar-se nos céus”. FMI antecipa nova crise

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imfphoto / Flickr

Diretor-adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI), David Lipton

O braço direito de Christine Lagarde no Fundo Internacional Monetário, David Lipton, antecipa uma nova crise financeira global e defende que nenhum país se preparou devidamente para lidar com isso.

David Lipton, primeiro diretor-geral adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI), citado pelo The Guardian, expressou a sua preocupação face à possibilidade de uma nova crise financeira global.

“Como costumamos dizer, devemos compor o telhado quando está sol. Mas como muitos de vocês, vejo uma tempestade a formar-se nos céus e receio que o trabalho na prevenção de crises esteja incompleto”, afirmou.

Para o braço direito de Christine Lagarde, cada país, individualmente, continua a não dispor dos meios de combate necessários para enfrentar uma nova recessão mundial. Assim, Lipton apelou a um trabalho conjunto para abordar problemas que possam conduzir a essa eventual recessão.

Além disso, adianta o Expresso, David Lipton mostrou-se preocupado com a capacidade da Reserva Federal dos Estados Unidos e dos bancos centrais para lidar com este problema, isto porque teme que se recorra à diminuição dos juros para impulsionar a economia no caso de se verificar uma nova recessão.

Neste seguimento, avisou que o peso das dívidas públicas detidas pelas autoridades monetárias reduz a sua capacidade para cortes adicionais aos juros e para reforços dos gastos.

Lembrando que o FMI enfrentou a última recessão desprovido dos recursos necessários até receber cerca de 880 mil milhões de dólares por parte dos governos de todo o mundo, afirmou ser “importante” que todos os líderes mundiais tenham concordado com uma revisão total dos fundos financeiros no próximo ano.

“Uma das lições que retirámos da última crise é que o FMI a enfrentou sem os recursos necessários, algo que devemos evitar que aconteça de novo”, declarou.

Em relação à China, o diretor-geral adjunto afirmou que o país deveria diminuir as suas barreiras ao comércio internacional e impor medidas mais duras para regular a propriedade intelectual, um pedido que vai ao encontro de um já feito por Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos.

No entanto, e dirigindo-se especificamente aos EUA, David Lipton recomendou que não lancem um ataque cerrado ao país. “Há muitas reformas que a China poderia fazer, que seriam não só do seu interesse, como dos restantes países do mundo. Mas a China não conseguir fazê-lo enquanto sentir uma arma apontada à cabeça e no meio de tanta tensão comercial.”

Fonte: ZAP

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