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Metro de Lisboa quer desviar verbas do fundo de pensões para financiar expansão

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Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa acusam a empresa de querer desviar verbas destinadas à criação de um fundo de pensões para financiar parte dos custos com as obras de expansão da rede.

O Metropolitano de Lisboa (ML) está a alienar património para financiar a expansão, avança o Jornal de Negócios. A Comissão de Trabalhadores está contra e acusa a empresa de querer desviar as verbas destinadas à criação do fundo de pensões para financiar parte dos custos com as obras de expansão da rede.

Em 2003, o Metro de Lisboa assinou um contrato com a Câmara Municipal que permitia a cedência da utilização de parte dos terrenos de Sete Rios que eram propriedade do Metropolitano, uma situação proveitosa tanto para a Câmara como para o ML.

No documento que cedia este terreno à Câmara de Lisboa – liderada na altura por Pedro Santana Lopes – consultado pelo jornal i, lê-se que “é do interesse do ML a valorização imobiliária destes com vista à constituição de um fundo de pensões visando garantir parte das suas responsabilidades com complementos de reforma dos seus trabalhadores”.

Como confirmou o Metropolitano ao jornal, a empresa tem “em desenvolvimento o processo tendente à alienação do seu património” e, entre esse património, conta-se o terreno de Sete Rios, não confirmando porém ainda os valores.

O acordo diz que a venda desses terrenos deveria então reverter para um fundo de pensões, mas a verdade é que o mesmo não chegou a ser criado. O Metro de Lisboa afirmou ao diário que só poderá confirmar onde serão aplicados os rendimentos que resultarem da venda dos terrenos “caso se venha a concretizar a alienação”.

No entanto, alguns trabalhadores alegam que foi transmitido pela empresa que as verbas seriam canalizadas para financiar parte das obras de expansão da rede do metro.

A Comissão de Trabalhadores entende que as verbas deveriam ser canalizadas para o fundo de pensões, tendo por isso já enviado várias cartas ao Ministério das Finanças, do Ambiente (com tutela dos transportes), Câmara Municipal de Lisboa e Assembleia Municipal de Lisboa.

Fonte: ZAP

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