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Relatório denuncia falhas em 96 carros de combate a incêndios

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Nuno André Ferreira / Lusa

Bombeiros tentam combater o fogo em São Pedro do Sul, Viseu

Afinal, não são apenas os novos veículos da GNR para o combate a incêndios que apresentam anomalias. Um relatório aponta também falhas aos 16 novos veículos de combate ao fogo que foram entregues à Força Especial de Bombeiros, em Junho de 2018.

O jornal Expresso teve acesso a este relatório que aponta “anomalias/deficiências” nestas viaturas da Força Especial de Bombeiros (FEB) que são idênticas aos 80 veículos de combate a incêndios (VLCI) que foram entregues ao Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR.

Estão em causa 96 pick-ups que apresentam falhas como “jantes e pneus de estrada em viaturas para galgar caminhos todo o terreno; falta de espaço para ferramentas e o reservatório do combustível da bomba; mangueiras com diâmetro reduzido; um tubo em PVC que se revela frágil; e problemas na moto-bomba que a fazem parar”, aponta o jornal Expresso.

Já há cerca de duas semanas, o semanário tinha noticiado que os novos carros da GNR para combate aos incêndios não têm potência suficiente para apagar fogos.

O Ministério da Administração Interna (MAI) não confirmou a existência de anomalias, mas no Relatório do comandante da FEB, datado de 10 de Julho passado, nota-se que os problemas dos VLCI “já estavam nessa altura reportados à cadeia hierárquica do MAI”, como salienta o Expresso.

Concurso público ignorou as normas

A Mitsubishi Portugal, a empresa que entregou os veículos, em contratos de 510 mil euros com o FEB e de 2,2 milhões de euros com a GNR, assegurava ao Expresso, na semana passada, que o caderno de encargos tinha sido cumprido “na íntegra”.

Ora, segundo o Expresso, “as condições do concurso público ignoraram as normas, publicadas em “Diário da República” em 2016, para a aquisição deste tipo de material”.

O comandante da FEB refere no citado Relatório que “o Caderno de Encargos não segue, de uma forma geral (…), as especificações técnicas de veículos e equipamentos operacionais dos corpos de bombeiros”.

Por seu turno, o MAI alega que “a redacção, designadamente as especificações técnicas, obedeceu aos requisitos e características técnicas tidas como adequadas pela GNR e pela ANPC”.

Fonte: ZAP

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