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Em Portugal, há apenas 16 professores de 1.º ciclo com menos de 30 anos

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Alegri / Wikimedia

Relatório da OCDE revela que dos mais de 107 mil professores do Ensino Público em Portugal, apenas 424 têm menos de 30 anos. Só 16 deles lecionam no 1.º ciclo do ensino básico.

Apenas 424 dos mais de 107 mil professores do Ensino Público em Portugal têm menos de 30 anos. Já a percentagem de docentes do 1.º ciclo do ensino básico é de apenas 0,39%, e, em termos de planeamento futuro pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), é considerada como “muito preocupante”.

Nas quase 3700 escolas públicas de todo o país, existiam apenas 16 professores com menos de 30 anos, segundo os dados relativos ao ano letivo de 2016/2017.

No relatório Reviews of School Resources, a OCDE adianta que a média de idades dos professores do 1.º ciclo do ensino básico é de 47 anos. Esta idade contrasta com a idade média do ensino privado, que se situa nos 39 anos.

“Principalmente no 1.º ciclo, a décalage entre as idades dos alunos e as dos professores é abissal“, ilustra Manuel António Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares e diretor do Agrupamento de Escolas de Cinfães, citado pelo Diário de Notícias.

O mesmo acontece no 2.º ciclo do ensino básico, onde a idade média atinge os 50 anos de idade, enquanto que no ensino privado oscila entre os 42 e os 45 anos.

Também no 3.º ciclo e ensino secundário se verifica a mesma situação, onde a média de idades no ensino público é de 49 anos, mas a média no privado está entre os 43 e os 44 anos.

Inverno demográfico“, é o nome do fenómeno que os especialistas usam para ilustrar esta situação em Portugal. Para estes dados contribuem o envelhecimento da população, o aumento da idade da reforma, o pouco interesse das gerações mais novas na profissão e os critérios de colocação nas escolas que favorecem os docentes que já estão integrados no sistema.

No entanto, destaca a Sábado, esta realidade não acontece em todo o lado. A contrastar com os 16 professores com menos de 30 anos a ensinarem no setor público do 1.º ciclo do ensino básico, estão os 289 no setor privado – uma diferença de 0,06% para 10%. Nos restantes ciclos, o problema não é tão visível e os dados entre setor público e privado são semelhantes.

A organização defende, entre as medidas que podem levar à renovação do sistema de ensino do Estado, a flexibilização das regras das reformas antecipadas, para que os professores se aposentem sem penalizações, e antecipar os maiores incentivos salariais na carreira para mais cedo, de forma a cativar mais profissionais para o setor.

Em resposta, o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues argumentou que “abriu recentemente um novo ciclo de recrutamento e progressão que se deverá acentuar nos próximos anos, nomeadamente, tendo em conta a aposentação de uma parte considerável do corpo docente e o restabelecimento das condições de progressão na carreira”

Fonte: ZAP

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