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Ministra da Saúde reage às demissões no D. Estefânia (e acaba por criticar a sua secretária de Estado)

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André Kosters / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido

A ministra da Saúde, Marta Temido, assumiu esta quarta-feira que o Hospital pediátrico D. Estefânia é “uma das jóias da coroa” e não pode ser desfalcado, mas lembrou que “não abundam pediatras no país” e que a unidade já conta com 80 destes profissionais.

“Sendo uma das jóias da coroa, é um hospital que não podemos desguarnecer. Mas é uma unidade que tem cerca de 80 pediatras, estando integrada no Centro Hospitalar de Lisboa Central que tem outros 20 pediatras, e tem três dezenas de médicos internos”, afirmou na comissão parlamentar de Saúde, quando questionada sobre os responsáveis da urgência do D. Estefânia cujo pedido de demissão de funções foi esta quarta-feira conhecido.

A ministra salientou que “não abundam pediatras” em Portugal e que “há que ser muito cuidadoso” na forma como são distribuídos pelos vários hospitais do país os profissionais disponíveis e que se vão formando em cada especialidade.

Marta Temido indicou que vai acompanhar a situação dos pedidos de demissão de responsáveis clínicos do hospital D. Estefânia e considerou que as demissões de responsáveis hospitalares podem ser vistas de duas formas: “ou como sinais de que algo não vai bem ou como formas de descredibilizar o sistema”.

“Prefiro sempre encará-las como sinais de que algo não vai bem e que é preciso melhorar”, disse Marta Temido aos deputados ainda durante a comissão parlamentar de Saúde.

A demissão dos chefes de equipa de urgência do hospital D. Estefânia foi esta quinta-feira conhecida apesar de o pedido de demissão ter sido apresentado à administração hospitalar em outubro passado.

Estas declarações da ministra da Saúde, tal como nota o semanário Expresso, esquecem-se do histórico da sua própria equipa governativa. Em causa está o facto de a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte Bessa, ter apresentado a demissão do Hospital de Gaia por falta de condições – tal como fizeram os especialistas do D. Estefânia, escreve o jornal.

Ou seja, segundo as palavras de Marta Temido, a sua secretária de Estado terá “descredibilizado o sistema” ao exigir requisitos mínimos para a prestação de cuidados.

Raquel Duarte Bessa demitiu-se da direção da Unidade de Gestão Integrada do Tórax e Circulação do hospital no passado março e até se antecipou ao protesto de 52 colegas no mesmo hospital. Os médicos apresentaram a demissão por falta de condições de trabalho.

De acordo como Expresso, a crítica da ministra à sua secretária de Estado da Saúde foi feita sem dar conta. Marta Temido acabaria depois por acrescentar que prefere encarar as demissões de responsáveis do Serviço Nacional de Saúde “como sinais de que algo não vai bem e que é preciso melhorar”.

Fonte: ZAP

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