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Penafiel: 36 técnicos tratam do ‘coração’ do hospital

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Uma equipa de 36 pessoas assegura, todos os dias, o funcionamento do Hospital Padre Américo, em Penafiel. Engenheiros, mas também eletricistas, picheleiros e trolhas trabalham, 24 sobre 24 horas, na manutenção e reparação de equipamentos de elevado índice tecnológico e usados para a realização de exames médicos, como a tomografia axial computorizada ou o raio x. Mas são também os elementos do Serviço de Infraestruturas e Equipamentos (SIE) quem consertam uma fuga de água, pintam uma parede de um consultório ou garantem o funcionamento de uma rede elétrica com 3000 kva de potência, semelhante à que serve toda a cidade de Penafiel.

Carlos Alberto, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, no qual está integrado o Hospital Padre Américo, garante que apostar em funcionários próprios para fazer este tipo de trabalho “fica mais barato e permite uma resposta mais rápida”. E exemplifica com a contratação de um engenheiro eletrotécnico, que espera aprovação da tutela, que “irá fazer o trabalho assegurado, atualmente, por três empresas”. “A contratação deste técnico permite uma poupança de 40 mil euros. Já houve muita contratação de empresas externas, mas, na última década, a opção pela internalização do trabalho tem vindo a acentuar-se. É uma aposta para manter”, refere.

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Vasco Ribeiro, diretor do SIE, acrescenta outras vantagens: “verificam-se menos avarias do equipamento devido à prevenção permanente. Em 2016, conseguimos ter mais ações preventivas do que curativas e isto significa poupança e um aumento exponencial da segurança para o utente. A maioria dos equipamentos do hospital já ultrapassou os dez anos de tempo de vida útil, mas continuam em perfeitas condições devido à manutenção permanente”.

Técnicos altamente qualificados testam todos os equipamentos

O SIE divide-se pelas oficinas de construção civil, termofluídos, eletromecânica, eletricidade e carpintaria, nas quais estão integrados os técnicos responsáveis por centenas de antenas GSM que asseguram a rede de telemóvel nos dez pisos do edifício, 60 máquinas de climatização, 12 UPS para manter o funcionamento dos blocos operatórios em caso de um corte de energia ou dos dois geradores que, com um depósito de dez mil litros de gasóleo, mantêm, se necessário for, todo o hospital a trabalhar.

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Mas há ainda a Oficina de Electromedicina, na qual sete elementos altamente qualificados, reparam incubadoras e testam aparelhos de medição da tensão arterial. “Trabalhamos em todo o hospital, em equipamento médico ou de apoio à infraestrutura como os sistemas de videovigilância e de deteção de incêndio. Trabalhamos, sobretudo, na oficina, mas quando não é possível remover os equipamentos a reparação é feita no local”, explica Bruno Ferreira, responsável do departamento.

Depois, o SIE é ainda composto pelos gabinetes de apoio técnico e apoio logístico, secretariado e por um armazém onde se encontram a maioria das peças necessárias para concretizar, eficazmente, o serviço. “Encontramos aqui desde o mais pequeno parafuso até motores”, diz Vasco Ribeiro.

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Fonte: A Verdade

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