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Os problemas no SNS não estarão resolvidos em 2019

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Estela Silva / Lusa

O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes

Faltam “muitas centenas de milhões de euros” para o Serviço Nacional de Saúde estar bem, assume Adalberto Campos Fernandes, adiantando que “os problemas no SNS não estarão resolvidos em 2019”.

Adalberto Campos Fernandes, considerou serem necessárias duas legislaturas para recuperar do desinvestimento no setor. “Desde 2010 que não tínhamos tantos recursos financeiros” atribuídos à Saúde, “mas é verdade que o país precisa de muito mais”.

O ministro da Saúde afirmou sentir-se “chocado” quando vê “aqueles que levaram o país a um quadro de exaustão extrema” quererem que em dois anos se faça “o que nem numa legislatura será possível fazer”.

Em entrevista ao Público e à Renascença, Campos Fernandes frisou que “não se reconstroem serviços públicos em dois anos. É necessário prosseguir este esforço numa legislatura seguinte”.

Na opinião do ministro, não é possível ter um bom SNS “sem ter um Estado forte e capaz de o sustentar”. Os partidos, à esquerda e à direita, terão de perceber esta premissa para que não “iludam os portugueses”, disse.

Questionado sobre a proposta do Bloco de Esquerda em acabar com as taxas moderadoras, o ministro afirmou que as mesmas “nunca foram um mecanismo de financiamento, mas de indução de uma procura mais inteligente ou adequada“. “Podemos avançar no sentido de reduzir as taxas nos cuidados de saúde primários, em detrimento dos cuidados hospitalares”, retorquiu.

“Sou desfavorável à legalização da eutanásia”

Na mesma entrevista, o ministro afirmou ser “desfavorável à legalização da eutanásia” por questões de “consciência, pessoais e individuais”, mas sublinhou que respeitará a decisão dos deputados.

“Eu, em termos políticos, enquanto ministro da Saúde, agirei no Governo de acordo com o que for o resultado da votação parlamentar e da decisão maioritária dos representantes do povo”, disse.

Adalberto Campos Fernandes afirmou ter consciência de que é necessário separar a sua posição pessoal da posição política, frisando que a posição da pessoa, em concreto, não é relevante para o debate político, “uma vez que tenho que manter o necessário distanciamento em relação a essa questão”.

Questionado sobre se o SNS está preparado para aplicar esta lei, o governante afirmou que “terá que estar”, como esteve para outras situações como a Procriação Medicamente Assistida ou a Interrupção Voluntária da Gravidez.

Fonte: ZAP

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