Início País PS pressionado pelo governo brasileiro por causa de Lula. “É tudo falso”

PS pressionado pelo governo brasileiro por causa de Lula. “É tudo falso”

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Tiago Petinga / Lusa

secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes

O professor Boaventura de Sousa Santos garante que Ana Catarina Mendes, faltou a um evento solidário por pressão do governo brasileiro. “É falso”, desmente a secretária-geral adjunta do PS.

Boaventura Sousa Santos, diretor do Centro de Estudos Sociais, que organizou o encontro, em Lisboa, garantiu que o PS foi pressionado pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos da América para não marcar presença num encontro de solidariedade com Lula da Silva, segundo o jornal i.

Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS desmentiu a acusação. “É, numa palavra, falso”, aproveitando para garantir estar “solidária com a democracia brasileira e os democratas brasileiros”.

No entanto, o desmentido de Ana Catarina Mendes não é suficiente para convencer o diretor do Centro de Estudos Sociais.

“Não tenho dúvidas. Convidámos todos os partidos. O membro do PS Ana Catarina Mendes prontificou-se até a encerrar o debate. O que mostra uma grande vontade de participação. À última da hora não só não vem, como não nomeia substituto, como se fica a saber pelo PSOE que foram pressionados pelo PS português para também não comparecer”, afirma Boaventura.

“Fiquei a saber, imagine-se, que a minha não participação numa sessão de solidariedade com a democracia brasileira se deveu, segundo o professor Boaventura Sousa Santos, na boa tradição das teorias da conspiração, a pressões dos governos brasileiro e dos Estados Unidos da América. A estima que o professor Boaventura Sousa Santos me merece obriga-me a vir desmentir publicamente uma ‘notícia’ que é um bom exemplo das agora tão badaladas fake news. É, numa palavra, falso”, explicou-se Ana Catarina.

Além disso, a socialista aproveita ainda para esclarecer publicamente que não faltou sem se justificar, tendo explicado as razões da sua ausência a quem a convidou.

“Para mim, democracia e liberdade não são valores relativizáveis e suspeito sempre de quem, em nome de especificidades regionais, culturais, ou de qualquer outra ordem, tende a aceitar geometrias ou geografias variáveis para o seu exercício. Eu defendo com o mesmo empenho – e faço muita questão – o valor da liberdade e o exercício pleno da democracia tanto em Lisboa como no Brasil, em Havana como em Caracas, Londres, Paris ou Budapeste”, conclui.

Fonte: ZAP

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