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Governo e sindicatos da saúde chegam a acordo

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O Governo chegou, esta sexta-feira, a acordo com os sindicatos que representam os trabalhadores de saúde das carreiras gerais, anunciou à Lusa o ministro da Saúde.

O acordo acontece um dia depois de os trabalhadores da saúde, com exceção dos médicos e dos enfermeiros, terem realizado uma greve de dois dias esta semana para reivindicar a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

É um dos acordos mais relevantes, inédito e histórico no setor da saúde”, disse o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Contactado pela Lusa, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), José Abraão, explicou que o acordo implica o estabelecimento, a partir de janeiro, de um horário de 35 horas semanais para todos os trabalhadores e a possibilidade de progredir na carreira.

“Chegamos a um acordo importante ao fim de sete anos de negociação que contempla as 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores a partir de janeiro e o direito à carreira e nela progredir”, adiantou José Abraão.

O dirigente sindical adiantou que foi aberta pelo Governo socialista uma “janela de oportunidade” para negociar que permitiu chegar a “este entendimento que vai beneficiar cerca de 20 mil trabalhadores” e “põe termo” a muitos anos de “discriminação e injustiças”.

O acordo alcançado esta sexta-feira, numa reunião entre os sindicatos e a secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, afasta a possibilidade de os trabalhadores da saúde voltarem a fazer greve ainda este mês como tinham anunciado na quinta-feira os sindicalistas.

A adesão à greve dos trabalhadores do setor público da saúde rondou os 80%, tendo fechado blocos operatórios, centros de saúde e serviços e afetando o normal funcionamento das urgências e consultas, segundo o sindicato.

Foi uma luta que valeu a pena porque o importante era que estes trabalhadores tivessem os mesmos direitos que os outros”, concluiu José Abraão.

Fonte: ZAP

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