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Guiné Equatorial está em Portugal numa missão secreta (e levou nega de Marcelo)

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial está em Lisboa para “entregar uma carta secreta” às autoridades portuguesas. Marcelo Rebelo de Sousa rejeitou receber essa carta e ninguém sabe qual é o objectivo desta missão enigmática do inusitado membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

A presença de Simeón Oyono Esono, ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial, em Lisboa, está a causar estranheza, sobretudo porque tem como “missão enigmática” a entrega de “uma carta secreta do seu Governo às autoridades portuguesas”, salienta o jornal Público.

Esono tentou entregar essa missiva a Marcelo Rebelo de Sousa, procurando encontrar-se com o Presidente da República Portuguesa, mas não foi recebido e foi direccionado para o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva.

A questão terá sido meramente burocrática, relacionada com o protocolo habitual nestes processos diplomáticos, apurou o Público.

Certo é que ninguém sabe qual o propósito de Esono que veio a Lisboa acompanhado do antigo embaixador de Moçambique, Murade Murargy. “Não é clara a razão que junta os dois diplomatas africanos, destaca o Público, lembrando que Murargy foi secretário executivo da CPLP entre 2012 e 2016 e será, actualmente, assessor do Presidente da Guiné Equatorial.

Este dado ajuda a tecer a ideia de que Esono tem por missão garantir que a Guiné Equatorial assuma a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2020, logo depois de Cabo Verde.

“Somos o benjamim da CPLP e como país que acaba de entrar, a Guiné Equatorial gostaria de receber uma cimeira o”, assumiu Esono aos jornalistas, falando em Espanhol, após uma visita de apenas 15 minutos à sede da CPLP, no Palácio Conde de Penafiel, em Lisboa, cita o Público.

A entrada da Guiné Equatorial para a CPLP foi muito controversa, não apenas porque o país não tem o Português como Língua oficial, mas porque é uma ditadura, com a pena de morte em vigor, e várias críticas relativamente a violações dos Direitos Humanos. Mas é também um país rico em petróleo.

Fonte: ZAP

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