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Não é de esquerda nem de direita. Volt recolhe assinaturas para formar partido em Portugal

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Este fim de semana, arrancou a campanha pública de recolha de assinaturas para que o Volt possa constituir-se como partido político em Portugal. 

O Volt prepara-se para ser o novo partido em Portugal e está a recolher as 7500 assinaturas necessárias para se constituir legalmente como partido. No passado fim de semana, arrancou a campanha pública de recolha de assinaturas na zona de Alvalade e no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

Segundo o Público, este é o primeiro partido pan-Europeu, que surgiu há dois anos como reação ao referendo do Brexit e com a “missão calara de combater nacionalismos e de lutar para que a Europa seja mais unida, democrática e solidária”.

O Volt é já legalmente reconhecido como partido na Alemanha, Bélgica, Bulgária, Espanha e Holanda. No dia 13 deste mês será reconhecido também em Itália.

Mateus Carvalho, do núcleo duro do Volt Portugal, explicou ao jornal que o objetivo deste partido é garantir uma Europa na qual os municípios, regiões e estados trabalham em conjunto de modo a assegurar uma igualdade de oportunidades e melhorar o nível de vida de todos os cidadãos. Uma Europa unida e democrática é o objetivo primordial.

Nem de esquerda, nem de direita. O Volt é do centro, diz Mateus Carvalho, adiantando que o movimento quer passar além dos rótulos de direita e de esquerda. “Estamos a tentar não nos focarmos nesses espectros de esquerda-direita, mas isso é muito difícil de explicar às pessoas”, disse.

Os temas pelos quais o movimento se move são muito distintos dos temas abordados pelos outros partidos. “Smart State, Renascimento Económico, Igualdade Social, Equilíbrio Global, Dar Voz aos Cidadãos” e, por último, a Reforma da União Europeia são os principais desafios do Volt. Enquanto que os cinco primeiros são adaptados ao nível nacional de cada país, o que tem a ver com a reforma da UE pode ser transposto para os outros países.

Em declarações ao Público, Mateus Carvalho assumiu que “concorrer às eleições europeias de 2019 e eleger 25 eurodeputados em sete países é o requisito para se conseguir formar um grupo político no Parlamento Europeu. Esse é o objetivo em termos de tempo”.

O responsável pela área da comunicação do Volt em Portugal prevê que em finais de outubro o movimento tenha as 7500 assinaturas exigidas pela legislação. Isto abrirá caminho a candidaturas no país às europeias do próximo ano e, mais tarde, às eleições autárquicas.

Malta, Estónia, Grécia e Dinamarca estão também a assistir à constituição do Volt. Em França, prevê-se que haja um novo partido já este verão.

Fonte: ZAP

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