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Aliança e método de Hondt podem empurrar PS para a maioria absoluta

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(dr) partidosocialista / Flickr

O primeiro-ministro António Costa

Ao roubar eleitores ao PSD, a Aliança fará aumentar a distância entre o PSD e o PS, situação que dará mais deputados aos socialistas devido à fórmula de atribuição dos mandatos.

Quando o novo partido de Pedro Santana Lopes foi anunciado, o Presidente da República afirmou temer a “fragmentação” da direita, uma divisão que pode potenciar uma maioria absoluta do PS, sozinho ou com apenas mais um partido, reduzindo as hipóteses de formação de um Governo de direita, avança esta segunda-feira o jornal Público.

A esta equação soma-se ainda o método de Hondt, a fórmula de distribuição de votos em mandatos, que favorece o partido, ou a coligação, mais votado, e favorece tanto mais quanto maior for a distância entre os dois primeiros partidos.

Segundo Carlos Jalali, autor do ensaio “Partidos e Sistemas Partidários”, “num cenário em que o PS ganha, quanto maior for a diferença percentual em relação ao segundo, mais mandatos ganhará, reforçando a sua maioria“.

O método de Hondt faz inflacionar o número de deputados quando um dos partidos tem vantagem sobre os restantes. Se o segundo partido se afunda, desce a percentagem necessária para o partido mais votado ter maioria absoluta e a sua sobrerrepresentação aumenta. Ora, tudo o que o PSD perder ou para a abstenção ou para os outros partidos, aumenta a distância em relação ao PS, explica o diário.

As últimas sondagens, antes dos anúncio da criação da Aliança, dão ao PSD pouco mais de 27% das intenções de voto. Ora, se o PSD descer para a casa dos 25% e o PS ficar perto dos 40%, aumenta a sobrerrepresentação deste último e a direita sofre uma derrota maior.

Por sua vez, se o PSD perder 3 ou 4% para a Aliança, o número de deputados da direita não vai aumentar mas a distância entre o PS e o PSD sim, beneficiando o PS que poderá mais facilmente atingir a maioria absoluta dos deputados no Parlamento, sozinho ou com apenas um dos partidos que suportam o Governo atualmente.

Questionada sobre se a Aliança está a tomar em conta esta situação e se isto poderá originar coligações à direita para as legislativas de modo a evitar este resultado, Margarida Neto, uma das fundadoras, diz apenas que, para já, nada pode adiantar. “Esperem que o partido surja, que aprove o seu programa, e aí terão a resposta.”

Fonte: ZAP

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