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Santana bateu com a porta mas ninguém foi atrás

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Pedro Nunes / Lusa

O antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes

Santana Lopes anunciou recentemente a sua saída do PSD e a criação de um novo partido. No entanto, não conseguiu levar consigo figuras de peso do partido. A sua saída gerou mau estar e alguns militantes que o apoiaram nas eleições diretas contra Rio ficaram mesmo “zangados” com a decisão. 

Há cerca de três semanas, conta o Diário de Notícias, Pedro Santana Lopes convocou alguns dos mais próximos para um jantar, no qual pretendia trocar impressões sobre a sua saída do PSD e a criação de um novo partido.

Dos presentes, só a antiga vereadora da Câmara de Lisboa Helena Lopes da Costa se manifestou frontalmente contra. Segundo fontes ouvidas pelo DN, que estiveram presentes no encontro, a social-democrata, que sempre foi muito próxima de Santana, foi muito crítica quanto à sua decisão, advertindo-o para o impacto que a sua saída teria junto dos que o apoiaram nas recentes eleições.

No fim-de-semana, Santana Lopes cortou mesmo relações com o PSD, para espanto de muitos presidentes de câmara e dirigentes distritais e concelhios que o apoiaram há pouco mais de seis meses, nas eleições diretas contra Rui Rio.

Apesar de ter falado abertamente sobre a sua saída numa entrevista à revista Visão, ninguém acreditava que a saída viesse mesmo à acontecer.

“Recebi muitos telefonemas incrédulos, de muita gente zangada também que deu a cara por ele [Santana Lopes] e está constrangida”, afirma uma das figuras envolvida na campanha de Santana às diretas. Até porque, insiste, “muitos tiveram de convencer as suas bases para votarem nele e deram-lhe a mão quando decidiu ajudar Rui Rio a formar a lista para o conselho nacional e restantes órgãos nacionais”.

“Nada de drástico” justifica a sua saída

Outra fonte ouvida pelo DN, e que também participou na sua campanha pela liderança do partido, explicou que mesmo os mais críticos do estilo de liderança de Rio não encontram mudanças para esta rutura acontecer neste momento.

“Não aconteceu nada de drástico para justificar que Santana bata com a porta ao partido.” Outro militante que também o acompanhou no processo eleitoral diz que, “se discorda de Rio e tem um projeto alternativo, o combate faz-se por dentro do partido onde militava há tantos anos e não fora”.

Apesar das opiniões divergirem, ninguém acredita que as principais figuras do PSD estejam dispostas a ajudar Santana a formar um novo partido.

“Pode levar com alguns quadros intermédios, que estão muito desmobilizados, mas pouco mais do que isso”, afirma um dos seus ex-apoiantes. Mas, remata, “a decisão é dele, saberá o que está a fazer”.

Fonte: ZAP

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