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Só o PCP quer o regresso do serviço militar obrigatório

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António Cotrim / Lusa

O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes

Nos últimos tempos, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, tem lançado para debate uma possível reintrodução do serviço militar obrigatório (SMO), mas nenhum partido com assento parlamentar parece estar disposto a apoiar a iniciativa – a não ser o PCP. 

De acordo com o jornal Público, que avança com a notícia nesta sexta-feira, o ministro tem deixado referências à necessidade de discutir o SMO – é “uma ideia interessante”, chegou mesmo a dizer -, mas os partidos têm-se mostrado divididos quanto ao assunto.

No entanto, os partidos com assento parlamentar não parecem estar convencidos. Segundo apurou o jornal, o Bloco de Esquerda é totalmente contra a ideia. Já o PS e o CDS mostram-se comedidos e dizem que é necessário avaliar e estudar o reforço dos incentivos para aumentar a entrada e permanência nas Forças Armadas. Por sua vez, o PSD não tem uma posição formal, mas há há deputados na Comissão de Defesa que são pessoalmente a favor do SMO, revela o matutino.

Só o PCP é que tem uma posição mais vincada sobre o assunto. Os comunistas não só defendem a reintrodução do SMO, como a necessidade de repensar todo o sistema de incentivos das Forças Armadas.

Rui Fernandes, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, lembrou que os salários são muito baixos – um recruta ganha 196 euros mensais, por exemplo – pelo que é preciso, “efetivamente”, promover a equivalência e a certificação dos cursos frequentados nas Forças Armadas com os civis, defendeu em declarações ao diário.

O dirigente recordou também que o partido se opôs ao fim do SMO, mas a reintrodução “não se faz num golpe de mágica” nem pode ser equacionada “numa visão instrumental, porque se precisa de dez mil militares, porque é preciso combater o terrorismo ou fazer regressar os valores” da pátria.

Rui Fernandes considera ainda que o regresso do SMO deverá ser feito “com tempo”. E, para isso, é necessário estudar as “condições de logística e formação, identificar necessidades”. “Talvez demore mais tempo a repor do que levou a acabar com ele”, afirmou o dirigente comunista.

Fonte: ZAP

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