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Candidata da JS ganhou 110 mil euros em 2 anos com ajustes directos

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Maria Begonha / Facebook

Maria Begonha, candidata à liderança da JS

A candidata à liderança da Juventude Socialista (JS), Maria Begonha, assinou dois contratos por ajuste directo com a Câmara Municipal de Lisboa, para prestar serviços ao vereador socialista Duarte Cordeiro, que lhe renderam 110 mil euros por 28 meses de trabalho.

Estes dados são divulgados pelo Jornal Económico que destaca que poucos dias antes de anunciar a sua candidatura à liderança da JS, a 9 de Outubro passado, Maria Begonha rescindiu um contrato que assinara com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) para a prestação de serviços de “assessoria nas áreas de implementação de políticas públicas” e na “gestão de projecto nas áreas de economia e inovação”, no gabinete do vereador socialista Duarte Cordeiro.

O contrato assinado por ajuste directo data de Novembro de 2017, prevendo o pagamento de 180 mil euros a Maria Begonha, como nota o Económico.

A política de 29 anos rescindiu o contrato a 30 de Setembro de 2018 e só recebeu 42 mil euros do valor total previsto.

Antes deste contrato, a ex-deputada na Assembleia Municipal de Lisboa já tinha assinado outro contrato por ajuste directo, em Abril de 2016, visando também a prestação de serviços no gabinete de Duarte Cordeiro. No caso deste contrato, previa-se o pagamento de 76 mil euros, tendo Maria Begonha recebido “cerca de 68 mil euros até ao término do contrato, em Outubro de 2017”, como refere o Económico.

Em 28 meses de trabalho, a jovem socialista ganhou, assim, 110 mil euros, valor que dá algo como 4 mil euros por cada mês de trabalho, como frisa o jornal.

Tenho o maior orgulho“, é a forma como Maria Begonha reage a estes dados, notando ao Económico que o seu “salário era de cerca de 2 mil euros líquidos, valor definido e aprovado”, e que era semelhante ao vencimento dos “colegas assessores em todos os gabinetes da CML, com a mesma formação e na mesma função”.

Maria Begonha esteve, recentemente, envolvida numa polémica por ter incluído erradamente no seu currículo, na página de candidatura à JS e no perfil do LinkedIn, que tinha um mestrado em Ciência Política na Universidade Nova de Lisboa.

Na verdade, Maria Begonha não concluiu esse mestrado, justificando ao Observador que se trataram de “gralhas” do seu director de campanha, Tiago Estêvão Martins, e de quem faz a gestão do site. Tiago Estêvão Martins já se demitiu, assumindo responsabilidades pelo erro.

Fonte: ZAP

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