Início País Ex-chefe de gabinete garante que informou Azeredo (e tem provas)

Ex-chefe de gabinete garante que informou Azeredo (e tem provas)

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Olivier Hoslet / EPA

O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes

O antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes vai ser chamado a depor pelos procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), depois de o ex-chefe de gabinete do antigo governante, o tenente-general Martins Pereira, ter saído do interrogatório de quinta-feira como testemunha. 

De acordo com o Diário de Notícias, que avançou a notícia na manhã desta quinta-feira, o antigo ministro vai ser chamado a depor. O seu depoimento será determinante para que os procuradores consigam confirmar se o então ministro da Defesa recebeu informação de Martins Pereira sobre o encobrimento da Polícia Judiciária Militar.

O general Martins Pereira foi ouvido nesta quinta-feira no DCIAP e, de acordo com o Correio da Manhã e o Público, o antigo chefe de gabinete terá garantido que assim que recebeu o memorando sobre a operação de encobrimento da PJM passou a informação ao ministro Azeredo Lopes.

Martins Pereira disse ter recebido o documento na reunião no Ministério da Defesa que teve com o então diretor daquela polícia, coronel Luís Vieira – que lhe terá entregado o documento – e com o major Vasco Brazão, investigador da PJM.

Durante a reunião que decorreu no final do ano passado, revelou aos procuradores o antigo chefe de gabinete, que contactou o ministro via WhatsApp para este ficar a saber da encenação. O tenente-general terá mesmo colocado o seu telemóvel à disposição dos investigadores para perícia, para que seja comprovado aquilo que alega.

O tenente-general Martins Pereira foi inquirido pelo Ministério Público na qualidade de testemunha, não tendo sido constituído arguido. Para tal, nota o DN, pesouo facto de Martins Pereira ter revelado que o ex-ministro foi informado sobre o conteúdo do memorando, no qual eram assumidas ações à margem da lei na operação de recuperação do material de Tancos.

A investigação sobre o caso de Tancos, conhecida como Operação Húbris tem nove arguidos: cinco militares da PJM, três da GNR de Loulé e um ex-fuzileiro suspeito de ter participado no assalto.

Costa quer “cúmplices e encobridores” responsabilizados

Reagindo ao Público sobre a notícia de que Martins Pereira terá informado o então ministro Azeredo Lopes, António Costa disse querer que os autores e “eventuais cúmplices e encobridores” no caso de Tancos sejam responsabilizados, sejam eles “quem forem”.

“O primeiro-ministro não comenta questões objeto de investigação criminal. Limita-se a desejar que as autoridades competentes, com a maior brevidade possível, esclareçam cabalmente o ocorrido, responsabilizando os autores do furto e os seus eventuais cúmplices e encobridores, sejam quem forem”, comunicou ao diário o gabinete de imprensa do primeiro-ministro.

Fonte: ZAP

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